21 de outubro de 2014

Idosos – fique atento aos perigos em casa

 

Dr. Luiz Freitag 

                                  

Como ocorre com crianças de 0 a 9 anos, idosos acima dos setenta  apresentam grande probabilidade de sofrer acidentes em casa.

 

As quedas podem consistir em pequenos tropeções no tapete ou escorregão do chinelo, como também são provocadas por  desequilíbrio ou tonturas ocasionadas por medicamentos.

Geralmente, o idoso não costuma sair de casa com tanta frequencia como antes e essa condição sedentária, somada ao avanço dos anos, vai produzir alterações significativas no seu organismo. No caso do idoso saudável, o cérebro apresenta uma perda de quase 20% do seu volume,tanto pela diminuição irreversível dos neurônios, como pela falha de circulação  sanguínea. No idoso fumante a capacidade respiratória piora devido à  maior destruição dos alvéolos pulmonares e à diminuição da expansão dos pulmões, fazendo com que esse idoso ande mais devagar e respire com dificuldade.

A gordura corporal aumenta  em até 40%, se não fizer nenhum exercício. Os músculos também perdem 50% da massa muscular, fazendo com que a força fique diminuída. mesmo ao levar um prato de comida para a mesa, por exemplo. A visão é afetada pela catarata e, se não for operada, poderá surgir a degeneração macular, que não tem cura. A audição também fica prejudicada, principalmente para os sons agudos,  o que dificulta a compreensão do que  uma pessoa lhe fala.

Os reflexos, que  eram mais rápidos ao sentir calor ou frio, agora já estão mais reduzidos, pela perda das fibras musculares. Com o aparecimento da osteoporose os ossos ficam enfraquecidos  pela  desmineralização e perda de cálcio ,tornando-se frágeis.Ás vezes uma simples queda da cama pode provocar fratura, principalmente dos fêmures. Está comprovado que 85% das fraturas ocorrem em casa, no quarto de dormir.

Outras doenças degenerativas, como reumatismo articular,gota (aumento de ácido úrico), doenças da coluna, artrose nos dedos das mãos e nos joelhos pioram com o passar dos anos, tornando mais penosos os movimentos dentro de casa.


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 Com a perda progressiva dos reflexos, somada às alterações visuais, vem a perda  do equilíbrio, agravada pela diminuição da altura(cerca de ½ a 1 cm para cada 10 anos de vida), com arqueamento das pernas  e  a corcunda ou cifose dorsal.

Todos esses fatos têm motivado engenheiros e arquitetos a planejar ambientes adequados à chamada terceira idade. É bom assinalar que dentro de no máximo 10 anos as estimativas para o Brasil prevêm a quinta maior concentração de idosos em todo  o mundo. Quando se tem uma pessoa idosa em casa, é preciso estar atento a algumas regras: no quarto a cama deve ser larga, com cabeceira confortável para se recostar. As roupas de cama devem ficar levemente presas ao pé da cama, que terá  uma altura média condizente à pessoa, para que ela possa apoiar os pés no chão ao tentar se levantar, evitando tontura. Armários do quarto devem ter portas deslizáveis e gavetas com puxadores de alça,para não prender os dedos. As janelas do quarto também devem ser deslizáveis  e nunca abrir para fora. O criado mudo ou mesa de cabeceira devem ser colocados em ambos os lados da cama, de preferência  fixados à parede, ou no chão, para evitar deslocamentos. Os interruptores para luz devem ser acessíveis.

Quanto ao banheiro, o uso de barras de apoio se faz  necessário. tanto no box do chuveiro,bem como na antiga banheira e próximo  à pia e à privada. Torneiras e maçanetas  devem  fáceis de manusear. A iluminação precisa ser mais forte que a convencional, evitando os reflexos, tanto no piso como nas paredes.

Móveis em geral, mesas, cadeiras e sofás  devem ser em menor número possível e não podem ficar espalhados pela casa, evitando saliências pontiagudas. Se houver escadas, devem ter pintura fosforescente, pelo menos no primeiro e nos últimos degraus,com corrimão dos dois lados.

O uso de bengala, às  vezes, é necessário, principalmente quando a pessoa toma medicamentos  que possam provocar tontura, tanto em casa, como na rua. O médico deve explicar os efeitos colaterais dos remédios ao paciente e à família. Com essas recomendações, muitos perigos são eliminados e a casa deixa de ser um risco para acidentes.


O Dr. Luiz Freitag - geriavita1@uol.com.br - é autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade”. Ed.Alaúde.                                   

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