24 de julho de 2014

Alimentos e gorduras trans

 

Dr. Luiz Freitag

 

De acordo com diversos estudos já publicados em revistas científicas e extensamente divulgados na mídia,  o número de pessoas adultas,principalmente obesos americanos, já ultrapassa o número dos  que apresentam apenas sobre- peso.

A prevalência da obesidade dobrou desde 1980. Segundo os últimos dados divulgados pelo NCHS(National Center For Health Statistics), essas pessoas  apresentam maior propensão a doenças cardíacas e diabetes, além de outras patologias.

Já está bem consolidada a questão dos problemas relacionados aos alimentos nos países mais desenvolvidos. A má qualidade dos produtos pré-fabricados e o excesso de gorduras neles contidas já mataram mais pessoas do que aquelas que passam fome.

O que são, realmente, as gorduras trans? São gorduras resultantes da transformação dos óleos vegetais líquidos, para que se tornem sólidos e possam ser utilizados na fabricação de muitos alimentos industrializados, como biscoitos,margarinas,alguns sorvetes, requeijões, assim como os apreciados salgadinhos, além das frituras. O consumo  em excesso, aliado a outros fatores, provoca  doenças  cárdio-vasculares,pelo acúmulo de placas dessas gorduras nas artérias. Já se descobriu  que essas gorduras  trans aumentam o mau colesterol (LDL) e fazem diminuir o bom colesterol(HDL). Os triglicérides também aumentam com a ingestão dessas gorduras e essa união se torna mais prejudicial.

Em países como Dinamarca,Suíça,Canadá,Inglaterra e em várias cidades  dos Estados Unidos já foi proibido o uso de gorduras trans, tanto nos alimentos industrializados, como naqueles  oferecidos nos cardápios dos restaurantes. No Brasil, desde 2006 a ANVISA  vem alertando sobre a quantidade dessas gorduras nos alimentos industrializados. O Ministério da Saúde fez um acordo com as indústrias que produzem estes alimentos para uma redução aceitável desse tipo de gordura em até 0,2 g por porção,  levando em conta a quantidade de alimento desta porção. Foi estabelecido um prazo máximo de 2 anos(até 2010) para vigorar essa redução.  Resta saber como será feita a fiscalização.

E para as pessoas acima de 65 anos, que se serviram desses produtos por anos e mais anos, só agora considerados nocivos ao organismo?  Se várias alterações já estiverem presentes como aumentos do colesterol,triglicérides e ácido úrico, o que resta fazer é tratá-las com  medicamentos capazes de reduzir ou eliminar os estragos provocados.  É necessário consultar um especialista cárdio ou geriatra, atualizado nessas questões. Também aqui fica a recomendação de não mais ingerir produtos  com gorduras trans, observando  o mínimo considerado  aceitável pela ANVISA (Agência  Nacional de Vigilância Sanitária). Já existe  a obrigatoriedade de os fabricantes informarem nas  embalagens o teor da gordura trans contida ou total ausência dela.

No âmbito familiar é importante que os pais orientem os filhos  pequenos e os  parentes sobre essas gorduras e que não abusem dos tais salgadinhos. O exemplo familiar dará mais resultados se os próprios pais também seguirem as recomendações.

 


O Dr. Luiz Freitag - geriavita1@uol.com.br - é autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade”. Ed. Alaúde.

                                                                                                                            

 

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