25 de outubro de 2014

Epidemia do diabetes indica uma associação: obesidade

Ministério da Saúde: até 2007 a obesidade aumentou em 10% o número de mortes por diabetes

 

Há muitas propostas sugeridas para tentar diminuir o aumento de pacientes com obesidade. A que nos pareceu mais adequada é a de proibir alimentos muito calóricos e com gorduras saturadas ou não nas cantinas das escolas, para crianças em fase de desenvolvimento. Esta é uma ideia a longo prazo, porém somente educando nossas crianças, ensinando a comerem menos frituras, gorduras e outras calorias desnecessárias já será um avanço.

Na Europa, são realizadas conferências em estudos avançados em diabetes. Em 2010, a última reunião foi em Estocolmo, em setembro. A próxima será sediada em Lisboa em setembro de 2011. Em recente viagem a Portugal, estivemos em Lisboa – jardim plantado à beira mar – exatamente em 14 de dezembro de 2010. Ficamos conhecendo a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP). Trata-se de entidade criada em 1926, pelo médico Dr. Ernesto Roma, com apoio financeiro de algumas empresas. Mantém-se ainda com doações espontâneas dos lisboetas, sem auxílio governamental. Esta entidade continua existindo com a condição de implementar recomendações e terapêuticas adequadas pelos médicos, pois o sistema de saúde não é acessível a todos e os ambulatórios já estão saturados.

    A visita a Associação deu-se em 14/11/2010, dia mundial do diabético, criado em 1991. Fomos recebidos por um grupo solícito que nos colocou à vontade para visitar o centro. Recebemos diversas publicações e adquirimos um livro muito especial sobre “Gulodices sem açúcar”.

   Para os pacientes com idades entre 60 e 85 anos, há estudo e orientação quanto a sexualidade, principalmente masculina. Sabe-se que diabéticos têm perda do interesse sexual, seja pela própria doença ou por sofrerem de disfunção erétil (impotência). Este problema ainda se torna mais sério porque somente 47% dos homens diabéticos realmente admitem discutir o assunto, mesmo com o médico.  Isto também ocorre no Brasil, em proporção semelhante. A associação promove palestras e divulga mensalmente informações recentes sobre sexualidade nos diabéticos.

   Outra recomendação importante é sobre tipos de alimentos com exigências nutricionais aos diabéticos. São aconselhados alimentos com amido em quantidade moderada como pão, arroz, massa, batata, feijões, ervilhas, que não devem nunca ser proibidos, a não ser por intolerância. Evitar bolos, compotas, mel e marmeladas, onde o açúcar entra na composição. Vegetais, hortaliças e legumes são necessários devido às fibras na sua composição, além das vitaminas e sais minerais.

    Produtos industrializados especialmente para diabéticos podem até ser consumidos, moderadamente, pois contêm maior quantidade de gorduras ou dextrose, açúcar não natural.

   O importante é verificar sempre o que dizem os rótulos das embalagens para saber o seu real valor calórico.

   Fatores de risco no desenvolvimento da doença: idade (acima de 45 anos), estilo de vida pouco saudável como sedentarismo, comer alimentos hipercalóricos e obesidade, tabagismo, antecedentes familiares, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides aumentados. Só o sedentarismo representa diminuição de 44% na esperança de vida mais longa.

Os pacientes diabéticos, quando tratados desde o início, terão sobrevida maior e tão boa quanto os não diabéticos.

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