19 de abril de 2014

Eles vivem em “zonas azuis” e são mais saudáveis

 

Quem são, onde e como vivem, por que têm mais saúde e vivem mais? Adventistas estão entre eles

 

Participamos do VII Congresso de Geriatria e Gerontologia, realizado no Centro de Eventos da PUC (Pontifícia Universidade Católica), durante os dias 2 a 4 de junho, em Porto Alegre.

A sessão de abertura aconteceu no Theatro São Pedro, em restauração. O teatro foi inaugurado em junho de 1958, com cerca de 700  poltronas. Em 1975 foi fechado para reformas e reabriu em agosto de 1984 mas ainda está com novas obras de um palco múltiplo. A conferência inicial foi a do Prof. David Espino, dos Estados Unidos. Ele discorreu sobre o tema mote do Congresso “Os longevos e as carências”.

O Prof. Espino falou a respeito de populações que convivem nas chamadas Blue Zones (zonas azuis). Essa denominação foi dada pelo explorador e escritor americano Dan Buettner que, após inúmeras visitas em várias partes do mundo, constatou que, em determinados  países há regiões  onde a esperança média de vida é maior.  As 4 zonas até agora estudadas estão situadas em Nicoya (Costa Rica), na ilha da Sardenha (Itália), Loma Linda (Califórnia-EUA) e na ilha de Okinawa (Japão).

Loma Linda, situada a cerca de 100 km de Los Angeles, foi o local onde o Prof. Espino mais se deteve. A maioria dos habitantes são adventistas. Lá ele constatou a qualidade de vida de seus moradores com melhor sobrevivência do que em outras cidades mais amplas, onde a maior parte da população sobrevive bem com mais de 100 anos. (Confira no Google: Zonas Azuis Loma Linda).

Um novo tema apresentado foi o lançamento de uma vacina para combater a pneumonia pneumocócica, a variante de pneumonia que mais mata idosos em todo o mundo. Só no Brasil em 2007, 735.298 pessoas idosas foram  internadas com  essa pneumonia. A nova vacina é muito diferente da atual que se aplica a cada 5 anos. Sua utilização em 2011, nos Estados Unidos, tem mostrado resultados excelentes.

Sobre avanços em Doença de Alzheimer, ouvimos o Prof. Facundo Manes do Instituto Favaloro de Buenos Aires, Argentina. Ele propôs novos critérios para avaliação da memória episódica, na suspeita de Alzheimer. Onde e quando são feitas as perguntas que permanentemente os pacientes não conseguem lembrar. Na selva colombiana estão sendo tratadas várias famílias que apresentam maior incidência da doença, com combinações de várias plantas da região, em fase experimental.

Assunto que chamou muita atenção foi o estudo de várias lesões de pele mais comuns e outras mais raras em idosos. Nem sempre são devidas ao câncer, também são provocadas por excesso de sol ou arteriosclerose obliterante. As lesões provocadas pela Diabetes mereceram destaque com exemplos de úlceras e verrugas plantares.

Outra concorrida sessão foi a mesa redonda com vários especialistas, sobre rastreamento (screening) em Oncologia (câncer), abordando lesões em gastroenterologia, ginecologia e urologia.

A expectativa dos trabalhos expostos foi recompensada pela grande frequência às sessões e os resultados obtidos serão da maior valia tanto para jovens médicos e gerontólogos, como para os mais experientes.

 


Luiz Freitag geriavita1@uol.com.br

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