28 de novembro de 2014

Frio. E chegam gripes e resfriados

Há quem pense que grandes doses de vitamina C são essenciais contra gripes e resfriados. A ciência, agora, está revendo o mito.

Assim como ocorre com as doenças pulmonares, a aproximação dos dias frios de outono-inverno traz uma incidência maior de gripe e resfriados. Muitos leitores tem perguntado sobre a possibilidade de ficar gripado ou resfriado, mesmo tendo tomado a vacina contra gripe.

Há uma certa desinformação sobre o que é gripe e o que é resfriado, ou se são a mesma doença. No Estado de São Paulo a campanha de vacinação para pessoas com 60 anos ou mais começou no outono de 1998. No ano seguinte essa campanha estendeu-se para todo o país, por ser o Ano Internacional do Idoso. Nos anos subseqüentes essa campanha não foi bem recebida pela população e houve adesão de apenas 70%. Os motivos alegados referiam-se a doenças que poderiam ser desencadeadas pelas pessoas vacinadas, como enfarte, impotência ou até mesmo gripe ou resfriado.

E importante esclarecer que gripe e resfriado não são a mesma doença. Gripe é ocasionada somente pelo vírus chamado “influenza” e transmitido de um indivíduo a outro pelas vias respiratórias por simples gotículas no ar. Provoca febre alta (39º ou mais), indisposição geral, calafrios, dores de cabeça, dor na garganta, nos músculos, dificuldade em respirar e tosse seca. Se não for tratada a tempo, poderá evoluir para pneumonia, principalmente nas pessoas acima de 60 anos. Esses pacientes geralmente tem outras doenças, como diabetes, hipertensão ou são fumantes, e por isso tem diminuição de defesas do organismo.

Quem foi vacinado contra gripe estará protegido por um ano, pelo menos, mas não ficará imunizado de resfriados. Estes são provocados por muitos tipos de vírus, menos o da “ influenza”. A pessoa tem, geralmente, coriza, leve dor de garganta e febre com menor freqüência. Os resfriados apresentam manifestações diferentes em cada pessoa. Como explicar, então, que o paciente ficou com gripe alguns dias após ter sido vacinado? Provavelmente, já estava contaminado pelo vírus e não houve tempo suficiente para a ação da vacina, pois são necessários quinze dias para o organismo reagir com anticorpos. Nesses casos os sintomas de gripe serão mais fracos e semelhantes aos do resfriado e desaparecem em dois a três dias.

Há um reduzido número de pessoas que não podem receber a vacina – são as que apresentam alergia ao ovo, ao mercúrio cromo e ao mertiolate. Neste caso incluem-se também alguns portadores de doenças neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barre. As reações que surgem após a aplicação da vacina, como dor, inchaço local e dores de cabeça, são passageiras. Se houver outras manifestações, o médico deverá ser avisado ou o paciente retornará ao posto de vacinação.

Outro mito que aos poucos está sendo derrubado é o da vitamina C. Até pouco tempo, se acreditava que quem tomasse grandes doses de vitamina C diariamente estaria protegido de resfriados. Não é verdade. Vários estudos já comprovaram que vitamina C e antibióticos não têm ação nos resfriados ou na gripe. Antibióticos só são receitados quando a gripe apresenta complicações, como a pneumonia.

A vitamina C é encontrada em frutas frescas, não nos enlatados, e em quase todas as verduras e legumes. Ela age na redução dos radicais livres no organismo e retarda o envelhecimento celular.

Podemos afirmar que a vacina contra a gripe não provoca resfriados, pelo contrário, o indivíduo vacinado terá reduzida a possibilidade de adquirir outras doenças, como a pneumonia.

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