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Essa vertigem...
Abordagem nem sempre mencionada é a relação da vertigem com a ansiedade que pode prenunciar depressão ou alterações de personalidade.
Vertigem é uma forma desagradável de tontura, com distúrbios devidos a alterações no labirinto, estrutura interna do ouvido, responsável pelo equilíbrio. Geralmente provoca sensação de que tudo está rodando à volta, quando, por exemplo, você acorda pela manhã e tem a visão de que o quarto esta rodando, sentindo enjôo ao tentar levantar. Voltando a deitar, tudo melhora, mas ao levantar novamente, volta a tontura.
Muitas vezes é causada por uma labirintite virótica, que melhora após uma semana, com tratamento adequado. Se não passar, é aconselhável consultar um otoneurologista (otorrino com especialização em Neurologia).
Pode ser um distúrbio interno ou até um tumor pressionando um nervo – neuroma. A vertigem também ocorre em pacientes com arritmias cardíacas e em portadores da doença de Meniere. Essa doença é uma síndrome com causa ainda desconhecida, cujos sintomas são: vertigem, perda parcial da audição e zumbido no ouvido. Com o tempo, pode atingir os dois ouvidos.
Nem sempre essas queixas caracterizam apenas a doença de Meniere. Se a tireóide estiver com baixo funcionamento (hipotireoidismo), sífilis ou alguma alergia alimentar essas mesmas queixas estarão presentes. O especialista irá recomendar a medicação mais adequada, sendo atualmente o dicloridrato de betaistina, o mais moderno e eficaz medicamento, apresentado em recente simpósio sobre vertigem.
Além do tratamento medicamentoso, são recomendados diversos exercícios, duas vezes ao dia, por dez minutos. O paciente aprende a deitar com cuidado, sentar-se à beira da cama, levantar-se, ficar em pé e andar no quarto. Enfatizamos que é importante parar de fumar, não tomar café, nem ingerir bebidas alcóolicas, enquanto estiver em tratamento.
Outra abordagem nem sempre mencionada é a relação da vertigem com a ansiedade que, muitas vezes, pode prenunciar depressão ou alterações de personalidade. É chamada vertigem psicogênica, muitas vezes não reconhecida de imediato, comum em idosos. Geralmente, está associada a crises de pânico, medo de sair à rua ou de ficar no meio da multidão.
O geriatra poderá fornecer mais esclarecimentos e adequar o tratamento para cada caso.
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