24 de abril de 2014

Medicamentos na Terceita Idade
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“Deve ser feito um calendário diário, com hora certa, nome e quantidade de líquidos, pílulas ou gotas a ingerir por vez e por quanto tempo.”

Dr. Luiz Freitag

No mundo inteiro, 85% de pessoas que chegam à chamada terceira idade, acima de 65 anos, já apresentam algumas doenças crônicas, principalmente atingindo o coração (enfarte, angina, arritmias), diabetes (com manifestações danosas sobre o coração, visão, rins e ossos), além de patologias pulmonares, como pneumonias. Ocorrem também alterações ósseas, como a osteoporose, ocasionando fraturas.

Quando esses pacientes são internados as doenças pré-existentes se agravam, pois eles ficam mais sensíveis a infecções hospitalares, muitas vezes fatais.

Quantas vezes assistimos pacientes internados por uma patologia, que ficam infectados por outra doença dentro do próprio hospital, mais grave até do que aquela motivadora da internação!
A indústria farmacêutica, não só no Brasil, como também nos Estados Unidos e Europa, veiculam propagandas em jornais, revistas e até em out-doors, gerando uma falsa imagem de que para o idoso manter a saúde em dia é bom tomar diversas pílulas, como vitaminas e outros produtos que, a princípio, parecem não prejudiciais, mas sendo administrados junto com medicamentos já prescritos por um médico, provocarão efeitos adversos à saúde, devido à interação dessas drogas.

É comum nas nossas televisões, após a propaganda de um medicamento, aparecerem em letras garrafais “ ao persistirem os sintomas, consulte o médico” . O pobre coitado, porém, já gastou o seu dinheiro naquele remédio, que foi inócuo ou até prejudicial e não terá condições financeiras de pagar o médico. Não seria melhor coibir a propaganda enganosa? Ou poderia haver uma formulação diferente: “ Consulte o seu médico antes de tomar esse medicamento”.

Além desses cuidados, comunique ao seu médico de confiança todos os medicamentos que estiver tomando, seja por recomendação do vizinho ou de outro médico. Ele saberá orientá-lo melhor sobre o que tomar e o que deverá suspender, seja porque fará mal, seja porque não surtirá efeito.

Para exemplificar, lembramos o medicamento gingko biloba, extraído da planta de mesmo nome, e um dos mais prescritos desde a década de 90 para ajudar a memória, como também indicado para tratamento de zumbidos no ouvido, apresenta contra-indicação para os pacientes que tomam ácido acetil-salicílico (AAS), seja na dose infantil (100mg) isolado, ou já fazendo parte da composição de outros produtos que esteja tomando. Em doses altas o AAS, junto com o gingko biloba, pode induzir a sangramento por aumentar a viscosidade sangüínea.

Uma outra questão séria é a possibilidade de ter tomado remédios em excesso, por ter confundido os horários ou ter esquecido de tomar naquele dia ou hora marcados. Para que isso não ocorra deve ser feito um calendário diário, com hora certa, nome e quantidade de líquidos, pílulas ou gotas a ingerir por vez e por quanto tempo. Esse calendário deverá ficar bem visível e fixado num local de passagem obrigatória na casa.

Por esses motivos é que recomendamos a todos os pacientes que, antes de comprar qualquer medicamento, seja por anúncio ou agora também pela internet, consulte o médico para se inteirar da necessidade de utilizar ou dos efeitos nocivos que poderão provocar no organismo.

No próximo mês abordaremos o reverso da medalha – o tema da iatrogenia ou piora da saúde provocada por inadequação de medicamentos receitados por médicos..

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