18 de setembro de 2014

Medicamentos: quando tomar, quando parar
continuação das reportagens sobre Medicamentos na 3a Idade
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Cerca de 40% dos medicamentos usados por idosos não tem prescrição.

Dr. Luiz Freitag

Na série de artigos sobre medicamentos (“Medicamentos na terceira idade”, “Iatrogenia”, “Todos os medicamentos fazem bem?” ) vamos tratar do tema que se refere a início e término da ingestão de medicamentos.

Nossos leitores habituais já sabem que somos contrários a qualquer auto-medicação ou compra de produtos em farmácias que empurram várias vitaminas e outros produtos aparentemente inócuos a baixos preços, mas que nenhum efeito benéfico trazem ao comprador ou até podem provocar uma interação com outros medicamentos que o paciente realmente necessita tomar.

Infelizmente, a aderência dos idosos a tomar medicamentos é maior quando a propaganda é ilusória, principalmente veiculados pela televisão ou out-doors espalhados em pontos estratégicos em vários locais das cidades ou até em vias municipais ou estaduais. E quando se tratar de ingerir um medicamento realmente útil, prescrito pelo médico, a aderência tende a ser menor, principalmente em casos de hipertensão arterial.

O paciente pensa que se a sua pressão arterial já chegou ao nível recomendado pelo médico poderá suspender o medicamento, o que é um grande erro, pois é essa droga que está promovendo a manutenção da pressão arterial em níveis adequados à sua idade.

Estatísticas recentes informam que 40% de medicamentos que os idosos tomam não são prescritos por médicos, principalmente analgésicos. Por exemplo: o ácido acetil-salicílico (AAS) pode ocasionar efeitos colaterais graves, como sangramentos por úlcera no estômago.

O uso de muitos antidepressivos pode aumentar a retenção de urina em idosos, devido ao já existente aumento benigno da próstata (hiperplasia benigna). Outro medicamento muito usado para tratamento de surtos psicóticos é o haloperidol, que pode provocar excitação constante por excesso de dosagem, causando o efeito contrário ao esperado pelo medicamento.

E o que dizer quando o paciente cessa de tomar o medicamento por conta própria? Já citamos o caso dos hipertensos, mas há produtos, como os benzodiazepínicos, em geral, dos quais o mais conhecido e utilizado é o genérico fluoxetina, muito receitado em casos de depressão.

O que pode ocorrer, se o paciente suspender esse medicamento, sem acompanhamento médico? Surgirá uma síndrome de abstinência, com insônia, irritabilidade, perturbação do humor diário, com tonturas, vertigens e até tremores, perdurando por várias semanas e, com isso, voltará a depressão.

Nesses casos, o médico deve iniciar a suspensão progressiva do remédio, com pequenas doses, ajustadas semanalmente, até chegar o momento da suspensão definitiva e, mesmo assim, o paciente ficará sob acompanhamento médico por mais um mês, pelo menos.

Outras substâncias, como calmantes e diuréticos reunidos numa mesma fórmula para emagrecimento, já são proibidas pelo Conselho Federal de Medicina, mas apesar disso continuam em circulação.

Com tantos esforços de várias áreas científicas no intuito de proporcionar melhor qualidade de vida, é lamentável que medicamentos mal receitados, ou vendidos sem controle, venham a prejudicar o prolongamento de uma vida mais saudável para os idosos.

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