23 de novembro de 2014

Ditados populares e psiquismo

 

Regiane De Girolamo Moysés

 

O psiquismo é estruturado em polaridades. Para uma dinâmica saudável devemos reconhecer e lidar com essas polaridades. E diz o ditado “a moeda tem dois lados”, curiosamente cara e coroa, ou seja opostos, polares.

Ao tomarmos consciência disso, ao longo da vida, buscamos uma terceira forma que são novos símbolos enriquecedores, a criatividade de novas respostas , para não ficarmos apenas nos extremos. Nessa hora, “nem tudo que reluz é ouro”. Muitas vezes o que parece ser, não é: nem todo buraco no estômago é fome, pode ser tristeza por exemplo.  Através do contato profundo com nosso inconsciente faremos as descobertas de autoconhecimento  e crescimento.  Diz o provérbio chinês que “a longa viagem começa por um passo”.

Para aqueles que imaginam que o tempo já não é mais propício vale lembrar que “antes tarde do que nunca” porém  “não se faz omelete sem quebrar ovos”. Para mudanças, descobertas e  crescimentos, não raro passa-se por momentos difíceis, de grande turbulência. É... mas fala-se também “que depois da tempestade vem a bonança”.

Seria bastante limitador pensar que “se correr o bicho pega, e se ficar o bicho come”, isso pode transmitir a idéia da pessoa se perceber sem saída e, o que é pior, mesmo que pense em alguma não será de qualidade ou benéfica, causando bloqueio para o novo.  

Quantos e quantos provérbios se conhecem, alguns com dupla interpretação, permitindo seu uso conforme a conveniência, até para tirar o compromisso da opinião e posicionamento próprio usa-se o chavão para ausentar-se  e neutralizar-se; são aqueles que “dançam conforme a música”, não têm ritmos próprios. Existem provérbios tendenciosos, maldosos e  preconceituosos causando danos  relacionais, até morais, envolvendo questões  jurídicas, já que são  usados como agressão.           

A verdade é que os provérbios estão na boca de todos,  perpetuados pelas sociedades e pelo tempo, imutáveis e se revelam parte da cultura,  bem ou mal utilizados. Se bem utilizados podem ser ponte para, ao olhar uma questão de forma distanciada, se aproximar da própria vida,  principalmente no processo terapêutico.

 Lembrando mais uma vez do provérbio chinês:  “A gente todos os dias arruma os cabelos. Por que não o coração?”  

 Será que você lembrou de algum provérbio? Estará ele está contando alguma coisa do seu momento  de vida? Pesquise!

 

Regiane de Girolamo Moysés é psicóloga e atua em São Paulo, SP.

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