22 de setembro de 2014

Aperte o cinto!

Um terço dos casos de câncer começa pela dor.

Cada vez mais os médicos recomendam perder peso, principalmente, diminuir muitos centímetros na região abdominal. A expressão “apertar o cinto” sempre significou cortar despesas. Agora vamos seguir ao pé da letra: perder peso, ajustar o cinto e as despesas…

  Dá-se o nome de síndorme metabólica ao conjunto de doenças como diabetes, hipertensão arterial, enfarte e derrame cerebral, quando relacionadas à gordura localizada no abdomen. Estudos científicos realizados recentemente na Noruega e nos Estados Unidos, pelas companhias de seguros, comprovaram que o diabetes e a hipertenão arterial estão intimamente ligados ao aumento da gordura abdominal. A cintura não deve ultrapassar um metro e dez centímetros em ambos os sexos.

  Para saber se tem propensão a essas doenças pegue uma trena e meça a cintura: se for homem, até 94 cm ainda é normal; para mulher, 80 cm.

  O cuidado deve ser maior na faixa de 50 a 70 anos, idades em que as doenças mencionadas mais ocorrem no Brasil, correspondendo a 30% dos pacientes. Esse tipo de gordura não pode ser eliminado pela lipoaspiração.

  As taxas normais de triglicérides, do “bom” colesterol (HDL), e do “mau” colesterol (LDL) não significam que essa síndrome não possa se manifestar.

  Parece assustador, mas seguindo algumas regras básicas essas doenças podem ser atenuadas. Caloria é uma unidade que mede a produção de energia dos alimentos. Selecione alimentos que contenham gorduras não saturadas, com menos calorias, como peixes (para não vegetarianos) e certas margarinas ou óleo de oliva extra-virgem.

  O ideal é seguir uma dieta balanceada de 1200 calorias por dia, até atingir o peso ideal, e depois manter uma alimentação variada, até 1500 calorias por dia e não aumentar mais a cintura. Naturalmente, a supervisão médica é necessária.

  Após os 60 anos, é importante consumir mais alimentos com cálcio e vitamina D, encontrados no leite, queijo branco, iogurte e vegetais verde-escuros. O médico pode organizar um cardápio, de acordo com a doença e a predileção alimentar. A quantidade de água contida no café, nos sucos e refrigerantes, mesmo sendo dietéticos, não substitui o valor da água filtrada pura, a ser ingerida diariamente.

  Para seguir sempre

  • Escolha bem os alimentos e líquidos. Faça um cardápio variado para cada semana. Se tiver várias doenças associadas, procure uma nutricionista para elaborar um cardápio adequado,

  â€¢ Não fume;

  • Faça exercícios diários, como caminhadas de meia hora ou outros do seu agrado;

  • Consulte o médico uma vez ao ano, faça os exames solicitados, para saber se tem diabetes, pressão alta ou ácido úrico, colesterol e triglicérides aumentados;

  • Tente reduzir o estresse ou aprenda a conviver com tensões diárias;

  • Reserve todo dia algum tempo para o lazer individual.

  Luiz Freitag - email: lvfreita@uol.com.br O Dr. Luiz Freitag é geriatra em São Paulo, co-fundador da seção São Paulo da Sociedade Brasileira de Geriatria.

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