17 de setembro de 2014

Diabetes: doença em evidência

 

Dr. Luiz Freitag

 

Diabetes mellitus é doença crônica, que afeta vários órgãos. Pessoas idosas têm risco aumentado, pelo desenvolvimento de sérias complicações, incluindo problemas circulatórios, alterações cardíacas e agravamento de patologias ligadas à visão. Na última década houve aumento da incidência dessa doença em pessoas acima de 50 anos.

Há ainda o risco de manifestações como depressão, perturbações da memória, alterações mentais, incontinência urinária e maior facilidade para quedas.

Diabetes tende a agravar-se no paciente que já apresenta hipertensão há vários anos, podendo provocar outras doenças, como infarto, lesões nos rins e glaucoma (alteração grave da visão).

Dado importante, que só há poucos anos está mais em evidência, é o aumento de peso na população mundial, que, associado à hipertensão arterial, diabetes, altas taxas de colesterol e triglicérides, produz o que se denomina “síndrome metabólica”. A pessoa nessas condições deve procurar orientação médica, fazer exercícios, caminhadas, manter alimentação balanceada, dieta sem gorduras, rica em fibras, além de não fumar.

A incontinência urinária, isto é, a impossibilidade de reter a urina na bexiga por mais tempo, aponta para o início de um diabetes tipo II, como primeira manifestação, mas também pode estar relacionada com o aumento da próstata. Esse diagnóstico cabe ao urologista. É melhor não tomar  excesso de  aperitivos ou cerveja, para não encher a bexiga muito rapidamente.

Quanto às quedas, podem ser prevenidas com algumas precauções: melhor disposição dos móveis na casa; evitar escadas sem corrimão; colocar barras de apoio perto do vaso sanitário e do chuveiro, inclusive na cozinha; não utilizar tapetes escorregadios; usar sapatos com salto baixo; não andar de chinelos com meia. Alguns medicamentos também  podem provocar tontura e queda.

Depressão é mais freqüente em diabéticos, numa incidência de até 50%. Uma das razões é a dificuldade de aceitação da doença. Muitas vezes a mudança de estilo de vida recomendada pelo médico torna-se difícil no cotidiano. Em geral, surge tristeza, incapacidade para encarar fatos corriqueiros e perda de esperança da melhora. O uso de algum remédio com controle médico se faz necessário.

Perda de memória e dificuldade para reter informações recentes devem ser observadas com atenção pelos familiares, pois também podem  ser sintomas de outras moléstias mentais ou da doença de Alzheimer. Os lapsos de memória podem também ser causados por medicamentos.

Outra manifestação do diabetes, que às vezes passa despercebida, é a neuropatia (dores dos nervos), atingindo braços, pernas, mãos e pés, além de dores musculares (miopatias).  Não se conhecem as causas dessas patologias, mas a observação mostra serem mais comuns em pessoas diabéticas que abusam do álcool e fumo. Exame eletromiográfico é recomendado para o diagnóstico preciso.

Aspecto importante é a perda da potência sexual, nem sempre abordada na consulta médica. Felizmente, com novos remédios disponíveis, o paciente diabético pode manter vida sexual satisfatória, desde que a glicemia seja controlada.

 


O Dr. Luiz Freitag -  lvfreita@uol.com.br - é  autor do livro ¨Como transformar a terceira idade na melhor idade¨- Edit. Alaúde.

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