30 de outubro de 2014

Obesidade abdominal

 

 

            A obesidade abdominal continua sendo uma questão em evidência no mundo inteiro. Nos últimos cinco anos, estudos sobre a população americana revelam o aumento de peso de 64,5% , como também o aumento da obesidade abdominal, em 30,5% .

 

            No Brasil os índices também acompanham essa tendência mundial - há 40% de brasileiros com mais de 15 anos com excesso de peso. A Federação Internacional de Diabetes (IDF)  já prevê uma “epidemia mundial de obesidade”, comprometendo a saúde. Essa Federação estabeleceu critérios para a nova doença, denominada “síndrome metabólica”. 

 

 

         CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL                HOMENS                  MULHERES

 

 

                                                                             acima de 90 cm          acima de 80cm

 

 

         DISLIPIDEMIA

 

 

         níveis elevados de colesterol,                              inferior a 40 mg/dL     inferior a 50 mg/dL

 

         triglicérides e frações

 

 

         PRESSÃO ARTERIAL ELEVADA                  superior a 130X 85       superior a 130X 85

 

 

         DIABETES TIPO II                                             acima de 100mg/dL      acima de 100 mg/dL 

 

 

            A vida sedentária é, comprovadamente, um dos principais fatores da obesidade e da síndrome acima referida. Estudos em todo o mundo, desde 1993, vêm apontando o aumento de peso em pessoas que não praticam atividade física. São os sedentários, que ficam em casa, assistindo a TV, trabalhando várias horas no computador, divertindo-se com vídeo games e saboreando salgadinhos. Já se tornou evidente a elevação de peso, devido à modernização do estilo de vida, como causa e efeito.

 

            Vários trabalhos médicos publicados na “Lancet” (revista médica inglesa) vêm mostrando, desde 2004,  a estreita relação entre a obesidade abdominal e o aumento do risco de doença cardiovascular. Estudos mais recentes comprovam que a obesidade abdominal  constitui um fator independente de todos os demais, principalmente na incidência do infarto do miocárdio.

 

            O uso de alimentos prejudiciais à saúde, como os chamados “fast food”  vêm, em geral, associados a outros erros de comportamento, como a vida sedentária. A composição dos alimentos denominados “fast food”  contém excesso de gorduras trans e de carboidratos. Para ilustrar esse fato, é só assistir ao DVD do filme “Super-size me -  a dieta do palhaço. O próprio diretor desse filme americano, de 2004, Morgan Spurlock, alimentou-se durante trinta dias seguidos somente com “fast food” . O filme mostra o resultado deplorável dessa experiência.

 

            Como, então, diminuir o peso corporal? Um dos métodos mais eficientes e baratos é a atividade física diária. Cerca de trinta minutos por dia de caminhada já fazem diferença após um mês. Se houver muitos dias de chuva, pode-se utilizar a bicicleta ergométrica em casa, por uma hora, três vezes por semana. Esses exercícios não só diminuem o peso corporal, como também as taxas elevadas de diabetes, hipertensão arterial e desníveis de colesterol e triglicérides.

 

            A diminuição do peso corporal e da circunferência abdominal, associada ao tratamento medicamentoso do diabetes e dos demais fatores de risco já citados, e mais a prática de exercícios físicos, proporcionarão uma melhor sobrevida, sem as temíveis conseqüências da síndrome metabólica.

 

            É preciso sempre estar atento para o aumento da circunferência abdominal, que é proporcional ao surgimento de doenças cardiovasculares.

 

           


Luiz Freitag   -  autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade”      

 

lvfreita@uol.com.br

 

 

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