22 de outubro de 2014

Sa√ļde e estilo de vida

 

Dr.Luiz Freitag

 

‚ÄúOs jovens t√™m a mem√≥ria curta e os olhos para ver apenas o nascer do sol; para o poente olham apenas os velhos, aqueles que viram o ocaso tantas vezes.‚Ä̬† Giovanni Verga, escritor italiano

(1840-1922).

 

Entre tantas pesquisas sobre envelhecimento da população mundial, destacam-se os estudos realizados em Stanford, famosa universidade americana. Neste século XXI está ocorrendo, mais do que em outras épocas, a valorização do estilo de vida, levando a uma sobrevivência de mais de vinte anos para quem já está na faixa dos sessenta e cinco anos.

O estilo de vida responde por 53% de todos os fatores que favorecem h√°bitos saud√°veis e, em conseq√ľ√™ncia, levam a maior longevidade. Al√©m das recomenda√ß√Ķes m√©dicas, apoiadas na descoberta de novos medicamentos, vem aumentando a preocupa√ß√£o com o saneamento b√°sico e, principalmente, neste ano de 2008, observa-se a conscientiza√ß√£o ecol√≥gica. Cuidado com alimenta√ß√£o e atividade f√≠sica di√°ria tamb√©m colaboram com a manuten√ß√£o da sa√ļde.¬†

Existe um consenso segundo o qual a herança genética representa apenas 17%  no prognóstico de maior sobrevida. As diversas variáveis psicossociais de satisfação obtida pelo trabalho realizado, contribuindo para a felicidade individual, são vistos como elementos adicionais à longevidade. Outros fatores são o controle do estresse e o cultivo do relacionamento social.

Recapitulando id√©ias j√° expostas em textos anteriores, √© sempre importante ressaltar o controle da alimenta√ß√£o, atividades di√°rias de trinta minutos, como caminhadas, leituras com temas de interesse e participa√ß√£o em entidades sociais. √Č fundamental administrar o tempo, com aten√ß√£o ao lazer di√°rio, para os que j√° est√£o afastados do trabalho. A palavra ‚Äúaposentado‚Ä̬† sugere que o indiv√≠duo est√° restrito ao aposento, mas essa postura n√£o deve ser seguida ‚Äď ao contr√°rio, √© necess√°rio sair do aposento e desfrutar o que o mundo oferece.

Estudo recente conclu√≠do em 2008, em Boston, em que os pr√≥prios m√©dicos eram pacientes, foi publicado pela revista ‚ÄúArchives of Internal Medicine‚ÄĚ.¬† A pesquisa envolveu mais de 2000 m√©dicos, com 70 anos ou mais. Chegou-se √† conclus√£o de que 54% deles ter√£o oportunidade de viver at√© mais de 90 anos, se adotarem os cuidados que eles mesmo recomendam aos pacientes, como: controlar a press√£o arterial e o diabetes, n√£o fumar, praticar exerc√≠cios di√°rios, diminuir o peso corporal e manter n√≠veis aceit√°veis de colesterol, triglic√©rides e √°cido √ļrico.

Se a mudança no estilo de vida não for obedecida, verifica-se a diminuição da longevidade, relacionada aos seguintes fatores:

 

REDUÇÃO DA ESPERANÇA DE VIDA

Sedentarismo                                      44% 

Hipertensão arterial não tratada             36%

Obesidade                                           26% 

Tabagismo                                           22%

Fatores associados                             14%

(sedentarismo, obesidade, diabetes)

 

√Č necess√°rio alertar, em termos de preven√ß√£o, que, al√©m dos fatores citados, a mudan√ßa no estilo de vida trar√° menor possibilidade de surgir c√Ęncer, doen√ßas coronarianas e cardio-vasculares.

 

O Dr. Luiz Freitag é  autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade lvfreita@uol.com.br geriavita1@uol.com.br

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